De Ricardo Mattoso de Souza
09/07/2025
Lembra-se quando me colocou diante de um dilema?
Perguntava sobre traição...
O que dizer? Me perguntei.
Muito falo e nada digo.
Então me perguntou se eu tinha entendido.
Descobri que minha flor nasceu no quintal deserto do vizinho.
O que fazer? Me indaguei.
Não sei. Achei melhor fugir, fingir que não vi... que não ouvi.
Tentei... Deixa-la naquele quintal, não consegui.
Depois de três dias suas raízes já tocavam minhas terras,
e você Flor desabrochou ao toque desse Anjo marrom.
A essa altura nossas vidas eram uma só.
Os meus e os seus já eram nossos.
Rebatizados, nos tornamos FLORANJO.
Mas a vida nem sempre é bonita,
Tem flores com espinhos e anjos que caem do céu.
Esse anjo pede em misericórdia ao cair,
sabe que a dor que sente pouco vem dos seus espinhos.
FLORANJO,
é a união das partes de um inteiro,
é o reflexo da imagem um do outro no espelho,
é se desculpar com um beijo... um cheiro;
é perdoar acolhendo no seio.
Gostoso mesmo são os momentos em devaneio...
Não sei se sou um anjo pecador, sei que sou parte de uma flor
que clama por amor, que se expressa em ardor,
que se realiza em deleite.
Minha Flor!
Se Deus me der a oportunidade da eternidade,
e me permitir levar um único registro desse mundo
levo comigo a sensação da sua presença.